Câncer de Pulmão: Pesquisa clínica com IMUNOTERAPIA encerra recrutamento neste mês de julho, em Itajaí

O Centro de Novos Tratamentos Itajaí entra na fase final do recrutamento, através do protocolo de pesquisa clínica, para pacientes com câncer de pulmão receberem a imunoterapia. Os voluntários têm até o fim deste mês para procurarem a clínica e poder fazer parte dos estudos e do método que tem se destacado em todo o mundo, tanto pelo alto índice de resposta positiva e sobrevida como pelos poucos efeitos colaterais.

O público alvo envolve quem nunca fez quimioterapia. Pesquisas recentes mostram que esses pacientes têm resultados ainda mais satisfatórios ao iniciarem a imunoterapia para combater e controlar a doença, pois ainda não foram “expostos a outra medicação”.

Essas pessoas têm mais chances de responderem de forma positiva ao novo tratamento vivendo, em média, de 4 a 8 meses mais do que os outros pacientes que já tiveram contato com a quimio. A imunoterapia, nestes casos, oferece também benefícios em 2/3 de todas as pessoas com o tipo mais comum de câncer de pulmão, o de não pequenas células.

Para se ter uma ideia da expansão da doença, de acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer – o de pulmão é o mais comum de todos os tumores malignos, com um aumento de 2% por ano em todo o mundo. A estimativa é que em 2018, 31.270 brasileiros tenham o diagnóstico. A maioria é homem, com 18.740 novos casos e 12.530 novos casos em mulheres. Em Santa Catarina, a expectativa do INCA para o mesmo período é de 1.730 novos casos. Os médicos tratam esse tipo de câncer como letal, devido a taxa de mortalidade de paciente. 

Porém, com o avanço da medicina e da imunoterapia a esperança de viver mais é renovada. A técnica utiliza o próprio sistema imunológico para destruir tumores. Os resultados positivos do tratamento aparecem em outros tipos de câncer. Cerca de 20% a 30% dos pacientes com câncer avançado e que têm indicação de imunoterapia respondem bem a medicação.

Hoje, o valor da maioria das imunoterapias chega a R$ 50 mil mensais. Já na pesquisa realizada em Itajaí e outros locais do mundo da mesma forma, o paciente não tem custo e tem acesso ao medicamento que ainda não está disponível no país, nem por meio de convênios nem SUS. Esta mesma imunoterapia já foi aprovada nos Estados Unidos para pacientes com outro tipo de câncer, mais raro: carcinoma metastático de células de Merkel.

Para esse estudo do Câncer de Pulmão são esperados 1.095 participantes no mundo. Países como: EUA, Austrália, Canadá, Chile, França, Itália, Japão, Portugal, Espanha e Brasil estão recrutando os pacientes.

Então, se você teve o diagnóstico ou conhece alguém que tenha câncer de pulmão entre em contato com o Centro de Novos Tratamentos pelo telefone 47 3348 5093, para ver se é possível se encaixar no protocolo e, quem sabe, fazer parte da pesquisa buscando a melhora da doença, uma vida com mais saúde e colaborar com estudos da medicina na busca pela cura de doenças.

Este estudo faz uma comparação da imunoterapia com quimioterapia, ou seja, o paciente que for incluído por atender os critérios da pesquisa,  passa por um processo de triagem que irá direcionar ao tratamento ou com imunoterapia ou quimioterapia. Assim, é comparado o resultado do grupo de pacientes que faz o uso de quimioterapia e outro grupo imunoterapia. Dessa maneira os estudos podem comprovar se uma medicação é superior a outra e conseguir a aprovação das agências regulatórias.