Exame de colonoscopia é fundamental para diagnóstico de câncer de intestino

As pessoas, de um modo em geral, querem viver bem, felizes e com saúde. Para ter uma vida saudável é preciso mais do que comer bem, praticar atividade física e fazer o que se gosta – desde que seja saudável. É necessário realizar exames médicos regularmente.
Para diagnosticar o Câncer de Intestino, por exemplo, primeiro é efetuado o exame laboratorial de fezes. E essa já é uma barreira inicial para o brasileiro. O A.C. Camargo Center – popularmente chamado de Hospital do Câncer – realizou um estudo com 1.200 pacientes que já tinham ido ao médico e necessitavam realizar esse exame. Do total, 45% não retornou nem para entregar a amostra das fezes ao laboratório, ou seja, não sabe se tem ou não o câncer. Entretanto, é fundamental a realização de outro exame: a colonoscopia, procedimento que detecta se há inflamação na parede do intestino.
Porém, mais um problema é encontrado: a morosidade na realização desse exame. Em Itajaí, segundo a secretaria municipal de saúde, havia uma grande demanda reprimida desde 2013, mas que começou a ser atendida no ano passado por meio de mutirões. Já em Balneário Camboriú, a Prefeitura comemora, pois conseguiu zerar a fila dessa especialidade, também após mutirões de exames. A capital do Estado, Florianópolis, retomou há pouco mais de um mês a colonoscopia, depois que o procedimento foi suspenso. Pacientes chegaram a ficar dois anos na fila de espera.
Realidade preocupante tendo em vista que o exame é de urgência e o Câncer de Intestino vem crescendo no mundo. É o segundo câncer mais frequente nas mulheres que moram na região Sul do Brasil. Em 2018 em Santa Catarina, de acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer) são esperados 1.200 casos confirmados da doença em ambos os sexos, enquanto no Brasil a expectativa é para 36.360 novos pacientes diagnosticados neste ano, um aumento de 6% em relação ao ano passado.
Os primeiros sintomas, em geral, surgem quando a doença já está em um estado avançado e têm como características mudanças nos hábitos intestinais como fezes com sangue, diarreia, dor abdominal, fraqueza e perda de peso.
Para alertar a população sobre essa grande incidência e os riscos da doença – genética, ambiente e estilo de vida – celebra-se neste mês o Setembro Verde! Os médicos recomendam que os primeiros exames sejam feitos em todas as pessoas com mais de 50 anos e a partir dos 30 anos para aqueles que têm registro de câncer de intestino na família. Tudo para prevenir a doença e tentar frear os índices que não param de aumentar.
Se o diagnóstico é fundamental, do outro lado existem os novos estudos que buscam tratar o Câncer Colorretal. Hoje, há uma medicação, em fase de testes, sendo aplicada nos doentes no Centro de Novos Tratamentos Itajaí. “A nova medicação em comprimidos é dirigida para uma mutação específica, uma terapia alvo. Um em cada 20 pacientes com câncer de intestino tem essa mutação”, explica o médico oncologista Giuliano Santos Borges.
O trabalho iniciou em agosto de 2016 e deve ser concluído em julho de 2019. Para fazer parte deste processo é necessário ter o diagnóstico, se enquadrar em alguns pontos exigidos e ter mais de 18 anos. Caso você tenha diagnóstico ou conheça alguém com câncer de intestino, entre em contato com a equipe do Centro de Novos Tratamentos Itajaí, através do e-mail: poliana@oncologiasc.com.br ou telefone 47 3348 5093.